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A
ciência e a Bíblia home
Em 1613, o cientista italiano Galileu publicou uma obra conhecida como
“Cartas Sobre as Manchas Solares”. Nesta obra, ele apresentou evidência
de que a terra orbita em torno do sol, em vez de o sol em torno da
terra. Ao fazer isso, desencadeou uma série de eventos, que finalmente
o levaram perante a Inquisição Católica Romana sob “veemente
suspeita de heresia”. Por fim, foi obrigado a “retratar-se”. Por
que era considerada heresia a idéia de que a terra se move em torno do
sol? Porque os acusadores de Galileu afirmavam que isso era contrário
ao que a Bíblia diz.
HOJE é bem difundida a idéia de que a Bíblia é anticientífica, e
alguns apontam para as experiências de Galileu para provar isso. Mas,
é isso verdade? Ao respondermos a esta pergunta, temos de nos lembrar
de que a Bíblia é um livro de profecia, história, oração, lei,
conselho e conhecimento sobre Deus. Ela não pretende ser um compêndio
de ciência. Não obstante, quando a Bíblia toca em assuntos científicos,
aquilo que ela diz é inteiramente exato.
Nosso Planeta Terra.
Tome, por exemplo, o que a Bíblia diz sobre o nosso planeta, a
terra. No livro de Jó lemos: “[Deus] estende o norte sobre o vazio,
suspende a terra sobre o nada.” (Jó 26:7) Compare isso com a declaração
de Isaías, que diz: “Há Um que mora acima do círculo da terra.”
(Isaías 40:22) O quadro apresentado, de uma terra redonda, ‘suspensa
sobre o nada’, no “vazio”, lembra-nos fortemente as fotografias do
globo terrestre suspenso no espaço, tiradas por astronautas.
Considere também o espantoso ciclo da água, da terra. A Enciclopédia
de Compton descreve do seguinte modo o que acontece: “A água . . .
evapora da superfície dos oceanos para a atmosfera . . . Correntes de
ar em constante movimento na atmosfera da terra levam o ar úmido terra
adentro. Quando o ar esfria, o vapor condensa-se para formar gotículas
de água. Estas costumam ser vistas mais como nuvens. Freqüentemente,
essas gotículas se juntam para formar gotas de chuva. Se a atmosfera
estiver bastante fria, formar-se-ão flocos de neve, em vez de gotas de
chuva. De qualquer modo, a água que viajou desde um oceano por centenas
ou mesmo milhares de milhas cai para a superfície da terra. Ali se
junta em correntes ou penetra no solo, e inicia sua viagem de volta para
o mar.”
Este notável processo, que possibilita haver vida em terra seca,
foi bem descrito na Bíblia cerca de 3.000 anos atrás, em termos
simples e diretos: “Todos os ribeiros vão para o mar, e contudo o mar
não se enche; ao lugar para onde os rios correm, para ali continuam a
correr.” Eclesiastes 1:7.
Talvez ainda mais notável seja a compreensão da história dos
montes provida pela Bíblia. O seguinte é o que um compêndio de
geologia diz: “Desde tempos pré-cambrianos até o presente, o
processo perpétuo do desenvolvimento e da destruição de montes tem
continuado. . . . Os montes não somente se têm originado do leito de
mares desaparecidos, mas freqüentemente têm sido submersos muito
depois da sua formação, e então novamente elevados.”2 Compare isso
com a linguagem poética do salmista: “Cobriste-a [a terra] de água
de profundeza como vestimenta. As águas pararam acima dos próprios
montes. Montes passaram a subir, vales planos passaram a descer ao
lugar que para elas fundaste.” Salmo 104:6, 8.
“No Princípio”.
Logo o primeiro versículo da Bíblia declara: “No princípio
Deus criou os céus e a terra.” (Gênesis 1:1) As observações feitas
por cientistas os têm levado a teorizar que o universo material de fato
teve um princípio. Não existiu sempre. O astrônomo Robert Jastrow,
agnóstico em assuntos religiosos, escreveu: “Os pormenores diferem,
mas os elementos essenciais no relato astronômico e nos relatos bíblicos
de Gênesis são os mesmos: a cadeia de eventos que conduz ao homem começou
súbita e distintamente num momento definido do tempo, num clarão de
luz e energia.”
É verdade que muitos cientistas, embora creiam que o universo
teve princípio, não aceitam a declaração de que “Deus criou”. Não
obstante, alguns admitem agora que é difícil não fazer caso da evidência
de alguma espécie de inteligência por detrás de tudo. O professor de
física Freeman Dyson comenta: “Quanto mais eu examino o universo e
estudo os pormenores da sua arquitetura, tanto mais evidência encontro
de que o universo, em certo sentido, deve ter sabido que nós estávamos
chegando.”
Dyson prossegue, admitindo: “Sendo eu cientista, treinado nos hábitos
do pensamento e da linguagem do século vinte, em vez de nos do século
dezoito, não afirmo que a arquitetura do universo prova a existência
de Deus. Afirmo apenas que a arquitetura do universo é coerente com a
hipótese de que a mente desempenha um papel essencial no seu
funcionamento.” Seus comentários certamente revelam a atitude céptica
dos nossos tempos. Mas, deixando de lado tal cepticismo, observa-se uma
notável harmonia entre a ciência moderna e a declaração bíblica de
que “no princípio Deus criou os céus e a terra”. Gênesis
1:1.
Saúde e Saneamento.
Considere a maneira de a Bíblia abranger outro campo: a saúde e
o saneamento. Quando um israelita tinha uma mancha na pele de que se
suspeitava ser leprosa, ele era posto em isolamento. “Será impuro
todos os dias em que a praga estiver nele. Ele é impuro. Deve morar
isolado. Seu lugar de morada é fora do acampamento.” (Levítico
13:46) Até mesmo as vestes contaminadas eram queimadas. (Levítico
13:52) Naqueles dias, esta era uma maneira eficaz de impedir que a infecção
se espalhasse.
Outra lei importante tinha que ver com a eliminação do
excremento humano, que tinha de ser enterrado fora do acampamento.
(Deuteronômio 23:12, 13) Esta lei, sem dúvida, resguardou Israel de
muitas doenças. Até mesmo hoje, em alguns países, criam-se graves
problemas de saúde por causa da eliminação imprópria dos dejetos
humanos. Se as pessoas nessas terras tão-somente seguissem a lei
escrita há milhares de anos na Bíblia, teriam muito mais saúde.
As elevadas normas de higiene, da Bíblia, até mesmo envolviam a
saúde mental. Um provérbio bíblico diz: “O coração calmo é a
vida do organismo carnal, mas o ciúme é podridão para os ossos.”
(Provérbios 14:30) Em anos recentes, a pesquisa médica demonstrou que
nossa saúde física de fato é afetada pela nossa atitude mental. Por
exemplo, a Doutora C. B. Thomas, da Universidade de Johns Hopkins,
estudou mais de mil pessoas formadas na universidade, durante um período
de 16 anos, confrontando as características psicológicas delas com a
sua vulnerabilidade a doenças. Uma coisa ela notou: As pessoas formadas
mais vulneráveis a doenças eram aquelas que mais se zangavam e que
mais ansiosas ficavam sob pressão.
O Que Diz a Bíblia?.
Se a Bíblia é tão exata em campos científicos, por que dizia a
Igreja Católica que o ensino de Galileu, de que a terra se movia em
torno do sol, era antibíblico? Por causa da maneira em que as
autoridades interpretavam certos versículos da Bíblia. Tinham razão?
Leiamos duas destas passagens que citavam, e vejamos.
Uma passagem diz: “O sol se levanta, o sol se deita,
apressando-se a voltar ao seu lugar para novamente tornar a nascer.”
(Eclesiastes 1:5). Segundo o argumento da Igreja, expressões tais como
“o sol se levanta” e “o sol se deita”, significavam que o sol, não
a terra, se locomove. No entanto, mesmo hoje, dizemos que o sol se
levanta e se põe, e a maioria de nós sabemos que é a terra que orbita,
não o sol. Quando usamos expressões assim, apenas descrevemos o
aparente movimento do sol, conforme parece ao observador humano. O
escritor bíblico fez exatamente o mesmo.
A outra passagem diz: “Assentaste a terra sobre suas bases,
inabalável para sempre e eternamente.” (Salmo 104:5). Isto foi
interpretado como significando que a terra, após a sua criação, não
se podia mais locomover. Na realidade, porém, este versículo enfatiza
a permanência da terra, não a sua imobilidade. A terra nunca será
‘abalada’ para deixar de existir, ou ser destruída, conforme outros
versículos da Bíblia confirmam. (Salmo 37:29; Eclesiastes 1:4) Este
texto tampouco tem algo que ver com os movimentos relativos da terra e
do sol. No tempo de Galileu, foi a Igreja, não a Bíblia, que impediu o
livre debate científico.
Evolução e Criação.
No entanto, há um campo em que, segundo muitos, a ciência
moderna e a Bíblia irremediavelmente divergem. A maioria dos cientistas
crê na teoria da evolução, a qual ensina que todas as coisas vivas
evoluíram duma forma simples de vida, que veio à existência há milhões
de anos. A Bíblia, por outro lado, ensina que cada um dos principais
grupos de coisas vivas foi criado especialmente e se reproduz apenas
“segundo a sua espécie”. Ela diz que o homem foi criado “do pó
do solo”. (Gênesis 1:21; 2:7) Trata-se aqui dum flagrante erro científico
da Bíblia? Antes de decidirmos isso, examinemos mais de perto o que a
ciência realmente sabe, em confronto com o que ela teoriza.
A teoria da evolução foi popularizada no século passado por
Charles Darwin. Quando Darwin estava nas ilhas Galápagos, no Pacífico,
ficou muito impressionado com as diferentes espécies de tentilhões nas
diversas ilhas, todos os quais, segundo deduziu, devem ter descendido de
apenas uma espécie ancestral. Parcialmente por causa destas observações,
ele promoveu a teoria de que todas as coisas vivas provinham de uma só
forma original simples. A força impulsora por detrás da evolução das
criaturas superiores a partir das inferiores, segundo ele, era a seleção
natural, a sobrevivência do mais apto. Graças à evolução, segundo
ele alegava, os animais terrestres se desenvolveram de peixes, as aves
de répteis, e assim por diante.
Na realidade, o que Darwin observou naquelas ilhas isoladas não
estava em desacordo com a Bíblia, que permite variações dentro de uma
principal espécie viva. Por exemplo, todas as raças da humanidade
procederam de apenas um casal humano original. (Gênesis 2:7, 22-24) De
modo que não é estranho que aquelas diferentes espécies de tentilhões
descendessem duma espécie ancestral comum. Mas estes continuaram a ser
tentilhões. Não evoluíram para se tornar falcões ou águias.
Nem as diversas espécies de tentilhões, nem qualquer outra coisa
que Darwin viu, prova que todas as coisas viventes, quer tubarões, quer
gaivotas, elefantes ou minhocas, tenham tido um ancestral comum.
Todavia, muitos cientistas afirmam que a evolução não é mais apenas
uma teoria, mas sim um fato. Outros, embora reconheçam os problemas da
teoria, dizem que crêem nela mesmo assim. É popular fazer isso. Nós,
porém, precisamos saber se a evolução foi provada a tal ponto, que a
Bíblia tem de estar errada.
Foi Provada?.
Como se pode testar a teoria da evolução? A maneira mais óbvia
é examinar a documentação fóssil, para ver se realmente houve uma
gradual mudança de uma espécie para outra. Será que houve? Não,
conforme admitem honestamente uma série de cientistas. Um deles,
Francis Hitching, escreve: “Quando se procuram elos entre os
principais grupos de animais, esses simplesmente não existem.” Esta
falta de evidência na documentação fóssil é tão óbvia, que os
evolucionistas surgiram com alternativas da teoria de Darwin, de uma
mudança gradual. No entanto, a verdade é que o repentino aparecimento
de espécies de animais na documentação fóssil apóia muito mais a
criação especial do que ela apóia a evolução.
Além disso, Hitching mostra que as criaturas vivas são
programadas para se reproduzirem com exatidão, em vez de evoluírem em
outra coisa. Ele diz: “As células vivas se reproduzem com fidelidade
quase que total. O grau de erro é tão ínfimo, que nenhuma máquina de
fabricação humana pode chegar perto disso. Há também restrições
inerentes. As plantas atingem certo tamanho e se negam a crescer mais.
As moscas-das-frutas negam-se a se tornar outra coisa senão
moscas-das-frutas, não importa quais as circunstâncias que se
inventem.” Mutações, induzidas por cientistas durante muitas décadas
em moscas-das-frutas, não conseguiram forçar estas a evoluir em outra
coisa.
A Origem da Vida.
Outra questão espinhosa que os evolucionistas deixaram de
resolver é: Qual foi a origem da vida? Como veio a existir a primeira
forma de vida simples da qual todos nós supostamente descendemos?
Há séculos, isto não teria parecido problema. A maioria das pessoas
acreditava então que as moscas podiam desenvolver-se de carne em
decomposição e que uma pilha de trapos velhos podia produzir
espontaneamente ratos. No entanto, há mais de cem anos, o químico
francês Louis Pasteur demonstrou claramente que a vida só pode
proceder de vida preexistente.
Então, como explicam os evolucionistas a origem da vida? Segundo
a teoria mais popular, uma combinação casual de substâncias químicas
e de energia provocou uma geração espontânea de vida, há milhões de
anos. Que dizer do princípio provado por Pasteur? A Enciclopédia Delta
Universal explica: “Pasteur mostrou que a vida não pode originar-se
espontaneamente nas presentes condições químicas e físicas da terra.
Bilhões de anos atrás, porém, as condições químicas e físicas da
Terra eram muitíssimo diferentes”!
Mesmo sob condições bem diferentes, porém, há uma enorme
brecha entre matéria inanimada e a coisa viva mais simples. Michael
Denton, no seu livro Evolução: Uma Teoria em Crise, diz: “Entre uma
célula viva e o sistema não-biológico mais altamente ordenado, tal
como um cristal ou um floco de neve, há o mais vasto e absoluto abismo
que se possa imaginar.” A idéia de que matéria inanimada possa
passar a ter vida por algum acaso fortuito é tão remota, que é impossível.
A explicação bíblica, de que ‘vida procede de vida’, visto que a
vida foi criada por Deus, está convincentemente em harmonia com os
fatos.
Por Que Não Aceitam a Criação.
Apesar dos problemas inerentes na teoria da evolução, a crença
na criação é hoje considerada anticientífica, e até mesmo excêntrica.
Por que se dá isso? Por que até mesmo uma autoridade tal como Francis
Hitching, que honestamente indica as fraquezas da evolução, rejeita a
idéia da criação? Michael Denton explica que a evolução, apesar de
todas as suas falhas, continuará a ser ensinada, porque as teorias
relacionadas com a criação “invocam causas francamente
sobrenaturais”. Em outras palavras, o fato de que a criação envolve
um Criador torna-a inaceitável. Este certamente é o mesmo círculo
vicioso que já encontramos no caso dos milagres: Milagres são impossíveis
porque são milagrosos!
Além disso, a própria teoria da evolução é profundamente
suspeita do ponto de vista científico. Michael Denton prossegue:
“Visto ser basicamente uma teoria de reconstrução histórica, [a
teoria da evolução, de Darwin,] é impossível de ser verificada por
experimentos ou pela observação direta, como é normal na ciência. .
. . Além disso, a teoria da evolução trata duma série de eventos ímpares,
a origem da vida, a origem da inteligência, e assim por diante. Eventos
ímpares não podem ser repetidos e não podem ser submetidos a nenhuma
espécie de investigação experimental.” A verdade é que a teoria da
evolução, apesar da sua popularidade, está cheia de falhas e
problemas. Ela não apresenta nenhum bom motivo para se rejeitar o
relato bíblico sobre a origem da vida. O primeiro capítulo de Gênesis
fornece um relato inteiramente razoável de como estes “eventos ímpares”,
que “não podem ser repetidos”, vieram a acontecer durante os
‘dias’ criativos que se estenderam por milênios.
Que Dizer do Dilúvio?.
Muitos apontam outra suposta contradição entre a Bíblia
e a ciência moderna. No livro de Gênesis lemos que, há milhares de
anos, a iniqüidade dos homens era tão grande, que Deus determinou
destruí-los. Todavia, mandou que o homem justo Noé construísse uma
grande embarcação de madeira, uma arca. Daí, Deus trouxe um dilúvio
sobre a humanidade. Somente Noé e sua família sobreviveram, junto com
representantes de todas as espécies animais. O Dilúvio era tão
enorme, que “ficaram cobertos todos os altos montes que havia debaixo
de todos os céus”. Gênesis 7:19.
Donde veio toda esta água para cobrir a terra inteira? A própria
Bíblia responde. Na parte inicial do processo de criação, quando a
expansão da atmosfera começou a tomar forma, passou a haver “águas
. . . debaixo da expansão” e “águas . . . por cima da expansão”.
(Gênesis 1:7; 2Pedro 3:5) Quando veio o Dilúvio, a Bíblia diz:
“Abriram-se as comportas dos céus.” (Gênesis 7:11) Evidentemente,
as “águas . . . por cima da expansão” caíram e forneceram grande
parte da água para a inundação.
Compêndios modernos tendem a rejeitar um dilúvio universal. De
modo que temos de perguntar: É o Dilúvio apenas um mito, ou aconteceu
realmente? Antes de responder a isso, devemos notar que posteriores
adoradores de Deus aceitavam o Dilúvio como história genuína; não o
encaravam como mito. Isaías, Jesus, Paulo e Pedro estavam entre aqueles
que o mencionaram como algo que realmente aconteceu. (Isaías 54:9;
Mateus 24:37-39; Hebreus 11:7; 1 Pedro 3:20, 21; 2 Pedro 2:5; 3:5-7) Mas
há perguntas que precisam de respostas a respeito deste Dilúvio
universal.
As Águas do Dilúvio.
Primeiro, não é muito extremista a idéia de toda a terra ter
ficado inundada? Na realidade, não é, não. De fato, a terra ainda está
inundada até certo ponto. Setenta por cento dela está coberta por água
e apenas 30 por cento dela é terra seca. Além disso, 75 por cento da
água potável da terra está presa em geleiras e nas calotas polares.
Se todo este gelo fosse derreter-se, o nível do mar ficaria muito mais
elevado. Cidades tais como Nova Iorque e Tóquio desapareceriam.
Além disso, A Nova Enciclopédia Britânica diz: “A
profundidade média de todos os mares foi calculada em 3.790 metros, uma
cifra consideravelmente maior do que a elevação média da terra acima
do nível do mar, que é de 840 metros. Se a profundidade média for
multiplicada pela sua respectiva área de superfície, o volume do
Oceano Mundial será 11 vezes superior ao da terra acima do nível do
mar.” Portanto, se tudo fosse nivelado se os montes fossem
achatados e as profundas bacias marítimas enchidas o mar cobriria
a terra inteira numa profundidade de milhares de metros.
Para o Dilúvio poder acontecer, as bacias marítimas
antediluvianas devem ter sido mais rasas e os montes mais baixos do que
agora. É isto possível? Pois bem, certo compêndio diz: “Onde agora
se elevam montes a alturas estonteantes, antigamente, há milhões de
anos, estendiam-se oceanos e planícies numa monotonia plana. . . . Os
movimentos das placas continentais fazem a massa terrestre elevar-se a
uma altura em que apenas os mais resistentes animais e plantas podem
sobreviver, e, no outro extremo, mergulhar e jazer em esplendor oculto
bem abaixo da superfície do mar.” Visto que os montes e as bacias marítimas
se elevam e abaixam, é evidente que, em certa época, os montes não
eram tão altos como agora e as grandes bacias marítimas não eram tão
fundas.
O que aconteceu com as águas inundantes após o Dilúvio? Elas
devem ter drenado para as bacias marítimas. Como? Os cientistas
acreditam que os continentes repousam sobre enormes placas. O movimento
destas placas pode causar mudanças no nível da superfície da terra.
Em alguns lugares, atualmente, há grandes abismos subaquáticos de mais
de 10 km de profundidade nos limites das placas. É bem provável que
talvez causado pelo próprio Dilúvio essas placas se tenham
movido, o fundo do mar se tenha abaixado e se tenham aberto grandes
valas, permitindo que a água drenasse da massa terrestre.
Vestígios do Dilúvio?.
Se admitimos que um grande dilúvio pode ter acontecido, então
por que é que os cientistas não encontraram nenhum vestígio dele?
Eles talvez o tenham encontrado, mas interpretaram a evidência de modo
diferente. Por exemplo, a ciência ortodoxa ensina que a superfície da
terra foi modelada em muitos lugares por poderosas geleiras, durante uma
série de épocas glaciais. Mas a aparente evidência de atividade
glacial pode às vezes ser o resultado da ação de água. É bem provável,
então, que parte da evidência do Dilúvio seja interpretada
erroneamente como evidência duma época glacial.
Tem havido enganos similares. Lemos a respeito do tempo em que os
cientistas desenvolveram sua teoria das épocas glaciais: “Para eles,
houve épocas glaciais em todo estágio da história geológica, em
harmonia com a filosofia da uniformidade. Um cuidadoso reexame da evidência,
feita em anos recentes, porém, rejeitou muitas destas épocas glaciais;
formações anteriormente identificadas como morenas glaciais foram
reinterpretadas como leitos depositados por enxurradas de lama,
deslizamentos submarinos de terra e correntes turvas: avalanches de águas
turvas que depositam sedimentos, areia e cascalho no leito fundo do
oceano.”
Outra evidência a favor do Dilúvio parece existir na documentação
fóssil. Em certa época, segundo esta documentação, grandes
tigres-dentes-de-sabre caçavam suas presas na Europa, cavalos maiores
do que quaisquer atualmente vivos percorriam a América do Norte e
mamutes percorriam a Sibéria em busca de alimentos. Daí, em todo o
mundo, espécies de mamíferos se tornaram extintas. Ao mesmo tempo,
houve uma repentina mudança do clima. Dezenas de milhares de mamutes
foram mortos e rapidamente congelados na Sibéria. Alfred Wallace,
bem-conhecido contemporâneo de Charles Darwin, achava que essa ampla
destruição deve ter sido causada por algum excepcional evento mundial.
Muitos têm argumentado que este evento foi o Dilúvio.
Um editorial da revista Biblical Archaeologist observava: “É
importante que seja lembrado que a história de um grande dilúvio é
uma das mais amplamente difundidas tradições da cultura humana . . .
No entanto, atrás das tradições mais antigas, encontradas em fontes
do Oriente Próximo, é bem possível ter realmente havido um dilúvio
de proporções gigantescas, datando de um dos períodos pluviais . . .
há muitos milhares de anos.” Os períodos pluviais eram tempos em que
a superfície da terra era muito mais úmida do que agora. Os lagos de
água doce, em todo o mundo, eram muito maiores. Teoriza-se que a
umidade era causada por pesadas chuvas associadas com o fim das épocas
glaciais. Mas alguns sugeriram que, em uma ocasião, a extrema umidade
da superfície da terra foi o resultado do Dilúvio.
A Humanidade Não se Esqueceu.
O professor de geologia John McCampbell escreveu certa vez: “As
diferenças essenciais entre o catastrofismo bíblico [o Dilúvio] e o
uniformitarismo evolucionista não se devem aos dados factuais da
geologia, mas às interpretações destes dados. A interpretação
preferida depende em grande parte da formação e das pressuposições
de cada estudante.”
Que o Dilúvio realmente aconteceu é visto no fato de que a
humanidade nunca o esqueceu. Em todo o mundo, em lugares tão afastados
entre si como o Alasca e as Ilhas dos Mares do Sul, existem histórias
antigas sobre ele. Civilizações nativas, pré-colombianas, da América,
bem como aborígines da Austrália, todos têm histórias sobre o Dilúvio.
Embora alguns relatos difiram nos pormenores, o fato básico de que a
terra foi inundada e que apenas poucos humanos foram salvos numa embarcação
feita pelo homem aparece em quase todas as versões. A única explicação
de tal ampla aceitação é que o Dilúvio foi um evento histórico.
Portanto, nos aspectos essenciais, a Bíblia está em harmonia com
a ciência moderna. Onde há um conflito entre as duas, a evidência dos
cientistas é duvidosa. Onde concordam, a Bíblia muitas vezes é tão
exata, que temos de crer que ela obteve suas informações duma inteligência
sobre-humana. De fato, a concordância da Bíblia com a ciência provada
fornece evidência adicional de que ela é a palavra de Deus, não a de
homem.
“Do Pó”.
A “Enciclopédia Delta Universal” relata: “Todos os elementos químicos
que formam os seres vivos também estão presentes na matéria
inanimada.” Em outras palavras, os elementos químicos básicos que
compõem os organismos vivos, inclusive o homem, também são
encontrados na própria terra. Isto se harmoniza com a declaração da Bíblia:
“E Deus passou a formar o homem do pó do solo.” Gênesis 2:7.
“À Imagem de Deus”.
Alguns indicam as similaridades físicas entre o homem e certos animais
como prova do parentesco entre eles. No entanto, eles têm de concordar
que as faculdades mentais do homem são muito superiores às de qualquer
animal. Por que tem o homem a capacidade de fazer planos e de organizar
o mundo em volta dele, a faculdade do amor, inteligência superior,
consciência e concepção do passado, do presente e do futuro? A evolução
não consegue responder a isso. Mas a Bíblia sim, quando diz: “Deus
passou a criar o homem à sua imagem, à imagem de Deus o criou.” (Gênesis
1:27) No que se refere às faculdades mentais e morais, e ao potencial
do homem, ele reflete seu Pai celestial.
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