Francescon
continua... -
Em
princípios de dezembro o Senhor falou por minha boca,
dizendo: "Eu, o Senhor, permaneci no meio de vós e se me
obedecerdes e fordes humildes eu mandarei convosco todos
os que devem ser salvos. Vos terei unidos por um pouco
de tempo a fim de vos preparar, para depois mandar
alguns de vós em outros lugares para recolher outras
minhas ovelhas. Este é o sinal que vos dou para
confirmar que vosso Deus é quem vos falou. Este local
será pequeno para conter as pessoas que chamarei".
Logo após destas profecias, um
irmãos sentiu-se em comprar 60 cadeiras, a fim de juntar
às existentes.
Naqueles dias o Senhor havia
operado nos irmãos
Giacomo Lombardi
e Giovanni Rossi e
em outras famílias, membros da igreja Presbiteriana
Italiana, como também nos católicos, dentre os quais o
irmão Luigi Terragnoli.
No domingo seguinte ao da profecia,
todas as cadeiras foram ocupadas, permanecendo algumas
pessoas de pé.
Em princípios de Janeiro de
1908, foi realizado um batismo para estes últimos e
cerca de 70 obedeceram ao mandamento de nosso Senhor;
desses; a maior parte já eram selados com a promessa.
De 15 de Setembro até fim de Dezembro de 1907, o
Senhor fez muitas curas milagrosas em doenças crônicas e
incuráveis á ciência humana;desses casos citamos aqui
quatro nomes:g.Lombardi, P. de Stefano ,Lucia Menna e
Fidalma Andreoni.
O Senhor
permitiu entretanto que passássemos duras provas e
perseguições; mas não fazíamos caso delas, porque a
Graça de Deus abundava em nossos corações e as suas
promessas eram fiéis.
Em janeiro de l908 os irmãos P.
Ottolini e G. Perrou, guiados pelo Espírito Santo e com
a comunhão da Igreja, foram à cidade de New York,
(passaram antes por Hulberton) permitindo o Senhor que
alguns cressem dentre os quais, o irmão Silvio
Margadonna.
Depois da partida de P. Ottolini, o
irmão Leneloni tomou o seu lugar em abrir os serviços, e
em Fevereiro o Senhor lhe sentir de ir à Hulberton N.
Y., a fim de batizar novamente os crentes daquele
local, pois não foram imergidos de acordo com Sua Santa
Palavra. O irmão G. Lombardi substituiu A. Lencioni até
15 de julho.
Em Março do ano seguinte, o Senhor
fez saber a mim e ao irmão G. Lombardi que deixássemos o
nosso trabalho material, para Dedicarmos-nos
inteiramente à obra que Ele nos havia preparado; ambos
nos encontrávamos em má situação financeira e cada um
com 6 filhos menores; entretanto, não tememos, certos de
que o Senhor protegeria nossas famílias.
Esta revelação nos foi confirmada por
meio do dom de interpretação de linguagem e estou muito
nos consolou, dispondo-nos inteiramente à vontade de
Nosso Senhor.
Em princípios de Abril, num espaço de
duas semanas, quatro irmãos partiram para a Itália, dos
quais três, voltaram sem sucesso. Permaneceu lá um pouco
de tempo com sua família o irmão Demetrio Cristiani,
tendo o Senhor operado nela; vieram após a Chicago.
Durante o mês de Abril, o Senhor
nos mandou gloriosas mensagens, controladas pelo
Espírito Santo e quase todas cumpriram-se; destas, vamos
narrar uma como segue: um irmão, depois de ter rendido
testemunho, falou em linguagem estranha e sentou-se; uma
nossa irmã, como o dom de interpretação, levantou-se
dizendo: ¨O Senhor nos faz saber hoje, pela boca deste
irmão, que os Santos da Itália serão perseguidos sob o
reinado de Vitorino Emanuele III¨. (Note-se que por
ocasião desta profecia, o testemunho desta obra não
tinha ainda chegado à Itália). Como todos sabem, esta
profecia foi totalmente cumprida em 1936, quando, por
ordem do governo italiano, todos os locais de reuniões
de nossos irmãos foram fechados e proibidos de se
reunirem, e os que eram surpreendidos reunidos, eram
multados e também encarcerados, pelo único motivo de
servirem a Deus vivente, segundo a fé Apostólica.
Em 29 de
Junho, o Senhor me fez sentir de ir à St. Louis. Mo.
Antes de partir, ordenei para anciães desta Igreja de
Chicago os irmãos Pietro Menconi e Andreoni. Em 15 de
Julho, me veio encontrar sem St. Louis, Mo. O irmão
Lombardi e de lá partimos para a Califórnia, Em
princípios de Setembro, ele voltou à Chicago para depois
partir para Roma (Itália) onde diversos foram pelo
Senhor chamados e eleitos para serem Suas testemunhas
naquela nação.
Eu fiquei em Los
Angeles, e acolhi em casa do irmão N. Moles algumas
irmãs italianas já salvas e batizadas com o espírito
Santo, nas Igrejas Americanas daquela cidade. Naquele
tempo, o Senhor salvou o irmão Serafino Arena e família,
além de outros e após tempos o irmão S. Arena sentiu-se
levar o testemunho na Sicília (Itália), onde foi bem
sucedido.
Em 3 de Março de 1909,
voltei a Chicago. A 18 de Abril, guiado pelo Espírito
Santo, parti para Filadélfia, Pa., onde o Senhor chamou
o irmãos Giovanni Marcucci, sua esposa e um filho, sua
irmã Carolina e filha, e mais a irmã Concetta.O Senhor
firmou bem Sua obra naquela cidade no meio do ovo
italiano, confirmando-a pelo bom fruto dado à Glória de
Deus Pai.
Voltei a Chicago em 22
de Julho. Em 4 de Setembro por santa revelação e bem
confirmado, embarquei de Chicago III. Para a cidade de
Buenos Aires, com o irmão G. Lombardi e Lucia Menna.
Após passar algumas semanas, eu e o irmão G. Lombardi
fomos convidados pela família Michelangelo Menna, a ir
em sua casa que então era em San Cagetano, Província de
Buenos Aires, onde o Senhor operou das Suas grandes
maravilhas, Em princípios de Janeiro de 1910 voltei com
o irmão G. Lombardi na cidade de Buenos Aires, onde foi
aberta uma porta para a Obra de nosso Senhor, e também
num subúrbio chamado Tigre.
Em 8 de Março de 1910,
por determinação do Senhor, partimos direto à São Paulo,
(Brasil). No segundo dia de nossa chegada àquela
Capital, Divinamente guiados, encontramos no Jardim da
Luz um italiano chamado Vincenzo Pievani (atêu) morador
em Sto. Antônio da Platina, Est. Do Paraná, e lhe
falamos da Graça de Deus.
Dois dias após, V.
Pievani voltou a Sto. Antônio de Platina, e nós
permanecemos em S. Paulo até aos 18 de Abril,quando
então por vontade de Deus, o irmão G. Lombardi partiu
para Buenos Aires e eu para Sto. Antônio da Platina.
Chegamos naquele lugar, encontrei dois italianos, um dos
quais era V. Pievani e outro Felício A. Mascaro; sendo
suas esposas e os demais moradores daquele lugar todos
brasileiros e da fé católica romana.
Para ir ao lugar onde
o Senhor me ordenara, eu não tinha nenhum endereço e não
ser o seguinte: V. Pievani, Sto. Antônio da Platina,
Estado do Paraná. Havia só uma estrada de ferro que
levava ao sul daquele Estado, porém, Sto. Antônio da
Platina achava-se ao norte e distante mais de 200
quilômetros da estação mais próxima. (*)
Meu coração
duvidava em tomar aquela estrada, porém, me senti de ir
a estação e consultar o mapa e o Espírito Santo me
indicou a tomar a Estrada de Ferro Sorocabana que
percorria o Estado de São Paulo, passando por perto do
norte do Estado do Paraná e sua última estação era Salto
Grande.
Parti, de
S. Paulo às 5,30 horas com uma terrível dor lombar que
me impediu tomar alimento durante todo aquele dia.
Cheguei a Salto Grande às 23 horas e nesse lugar o
Senhor me disse ter preparado tudo para mim, a fim de
cumprir minha missão; e assim aconteceu, porém, faltavam
fazer cerca de 70 quilômetros a cavalo, atravessando
matas virgens infestadas de jaguaras e outras feras
existentes no lugar. Pela Graça de Deus, fiz este resto
de viagem com um guia indígena, chegando em St. Antônio
da Platina em 20 de Abril.
Outras dificuldade que encontrei foi não
conhecer uma palavra do idioma português e achar-me sem
dinheiro e doente: Deus, porém, que tem todos os
corações em Suas mãos, me fez ver a primeira maravilha;
ao chegar àquele local encontrei na janela a esposa do
ItalianoVicenzo Pievanti tendo o Senhor lhe dito; Eis o
homem que Eu vos enviei¨. (Note-se que eu não era lhe
esperado). Assim, fui recebido em sua casa e poucos dias
depois, o Senhor comprazeu-se abrir seus corações e de
mais nove pessoas. Foram batizados na água 11 pessoas e
confirmados com sinais do Altíssimo.
Estas foram as primícias da grande Obra
de Deus naquele país.
Logo após, o inimigo começou a
trabalhar para desfazer aquela obra, mas foi em vão o
seu trabalho.
O resto do povo daquele lugar, sabendo
da minha chegada e da minha missão, juraram matar-me,
tendo como chefe um sacerdote de determinada
denominação. Isto teria sucedido si Deus não interviesse
com Seus meios. O Senhor me fez saber de permanecer lá
até 20 de Junho; nessa prova eu estava pronto a me
entregar aos inimigos, a fim de poupar a vida dos poucos
crentes que o Senhor havia chamado. Deus é testemunha
disto, como também os irmãos que lá vivem.
Parti de Sto.Antonio da Platina em 20
de Junho, com destino a São Paulo. Apenas chegando
aquela Capital, o Senhor permitiu abrir uma porta
resultando que cerca de 20 almas aceitaram a fé e
quase todos provaram a fé divina virtude.Uma parte eram
Presbiterianos e alguns Batistas e Metodistas e alguns
também Católicos Romanos.Alguns foram curados e outros
selados com o Bendito Dom do Espírito Santo.
Em fins de Setembro parti para o Canal
do Panamá, deixando-os nas mãos de Deus e com os
conselhos que o Senhor mandou dar para que por meio
deles ,continuassem a obra de Deus naqueles lugares.
Até agora o Senhor me enviou nove vezes
ao Brasil e todos as vezes tenho notado maior progresso
no meio deles quer espiritual.quer material.
Esta é uma prova que a obra de Deus
no Brasil foi plantada pelo Espírito Santo e por ele
guiada; na Capital de São Paulo Exitem cerca de 30
Igrejas, todas de comum acordo e com mais de 6000 almas
que rendem testemunho da graça de Deus.
Segundo o
relatório do ano de 1940, o numero de casa de oração da
nossa irmandade no Brasil era de 305; do ano de 1935 á
1940. obedeceram 17.761 almas ao mandamento de Nosso
Senhor Jesus Cristo., ao qual seja dado toda honra e
glória.
Eis como o benigno Deus começou sua obra
. pelo batismo da água.segundo o mandamento do Senhor
Jesus,fomos tirados das seitas humanas e de suas
teorias;pelo dom do Espírito Santo ela foi animada e
engrandecida,nada mais havendo necessidade de
acrescentar pois os resultados falaram e ainda falam
desta maravilhosa obra feita pela potente mão de Deus e
só a ele seja dado honra e glória por Jesus
Cristo,Bendito em Eterno.
Todas as vezes que eu voltava á América
do Norte,encontrava sempre novidades no meio de dos
irmãos;coisa diferentes daquilo que tinham aprendido no
começo.Agradeço a Deus, porem, que sempre me iluminou e
me fez discernir o bem do mal,mantendo-me firme no seu
conselho e na sua verdade.
Este testemunho é um breve resumo da
obra de Nosso Senhor. é uma lembrança á minha família e
também um conforto á irmandade de Chicago,da qual uma
parte se conserva fiel á palavra de Deus,tomando juntos
a parte do Senhor como também muitos outros irmãos de
outras localidades, que não comprometeram a celeste
vocação por respeito humano , nem
Por temor do que o homem lhe pudessem
fazer e nem ainda por tentação do maligno.
Nas guerras do nosso Senhor, muitos por
não terem sido perseverantes ,nos abandonaram,porem,Deus
os substituiu por outros . Embora outros mais nos
abandonarem sabemos que temos um verdadeiro amigo que
nunca deixará ,nem abandonará ,nem abandonará seus
fieis;ele é o Eterno Senhor o seu Nome é a Palavra de
Deus, o verdadeiro e fiel que julga e guerreia pela
justiça,Aleluia.
Irmãos! Guardemos-nos do inimigo e
do seu astuto falar, a fim de não cairmos em seus laços,
porém, firmes no conselho de Deus para que possamos
unidos com Ele e com o Espírito Santo, servi-lo, com
lealdade e pela fé que temos recebido d´ele em Cristo
Jesus, nosso Salvador, bendito em Eterno.
Agradeço a
Deus por Jesus Cristo, por ter mantido minha mente
sempre clara e alertada até agora. Não conservei
lembranças, ou particulares de minha vida, nem gloriosa
missão que o bendito Deus me chamou a cumprir pela fé no
Senhor Jesus e virtude do Espírito Santo. Contemplando
sempre do alto da minha submissão ao Senhor meu Deus, o
panorama de sua grande obra, sentindo-me sempre presente
nela e para contar, quando ele me der oportunidade, as
suas grandes maravilhas, a sua misericórdia, seus
conselhos e suas libertações recebidas. Vi seu poder e
fidelidade em suas promessas e também seus juízos. Esta
lembrança e também um dom de Deus que o homem recebe
d´ele, para magnificar a sua paciência e suas obras e
dar a Deus o louvor e toda a glória por Jesus Cristo,
Amém.
O Senhor se comprazeu enviar-me
novamente ao Brasil, sendo desta vez, acompanhado de
minha esposa. Deixamos Chicago, III., em 24 de Outubro
de 1947. Permanecemos no Brasil até 18 de Outubro de
1948. Encontramos aquela obra bem aumentada em número,
outrossim prosperada na parte material, e o seu
progresso foi constante. De acordo o relatório anual de
1951, (exigido pela lei), no qual relata que o número
das Casas de Oração atingiu a 815, sendo 217 de sua
propriedade. Do ano de 1942 ao 1951, obedeceram ao
mandamento do Senhor Jesus, 74.775 almas. As 46
congregações existentes atualmente na capital do estado
de São Paulo, e seus arredores são representadas por uma
diretoria administrativa, composta de 5 membros, os
quais cuidam da parte material, apresentando em
Assembléia anual o balanço da Receita e Despesas, em
abediências as determinações legais, isto é: Dar a César
o que é de César.
A parte espiritual, é governada pelos
Anciões sob a Guia do Espírito Santo, os quais se reúnem
semanalmente em oração para obter o conselho e guia do
Senhor, o que depois é levado ao conhecimento da
irmandade nas congregações. O mesmo fazem os Anciões de
outras cidades do interior de São Paulo, e outros
Estados do Brasil.
Para os serviços de Batismos e Santa
Ceias, ou alguma outra necessidade urgente, os Anciães
se reúnem, e em oração buscam o conselho do Senhor, para
que Ele inspire a quer Ele quer enviar para tal missão,
fazendo pois por eles o que prometeu na sua palavra,
porque a vontade e o operar pertencem ao Redentor e
Senhor nosso, quando a nossa confiança é depositada
inteiramente n´ele Aleluia.
“ Esta obra foi escrita por
Louis Francescon "
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O Senhor recolheu este servo
em data de 7 de setembro de 1964, na cidade de Oak Park,
Illinois, U.S.A., para o repouso dos santos, tendo
terminado sua carreira, guardando a fé, e agora lhe
espera a coroa da justiça, a qual o Senhor, justo Juiz,
lhe dará naquele dia, e a todos os que amarem a sua
vinda. II Timo. 4: 7 e 8.
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