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Muitos falam em
dons do Espírito, por vezes sem perceberem a real dimensão deste
fato. O verdadeiro avivamento na Igreja se dá com a
manifestação dos dons do Espírito. I Co, 1:7 de maneira
que não vos falte nenhum dom, aguardando vós a revelação de nosso
Senhor Jesus Cristo,
8 o qual também vos confirmará até ao fim, para serdes
irrepreensíveis no Dia de nosso Senhor Jesus Cristo.
Convém atentar
para o também fato do esfriamento e indiferença espiritual em várias
fases da Igreja afastou os dons. Os dons que
se manifestaram de forma completa e de maneira poderosa na Igreja
Primitiva, pouco a pouco foram desaparecendo, já no primeiro século
do cristianismo e vemos as razões com as advertências nas cartas às
igrejas da Ásia Menor, nos capítulos 2 e 3 de Apocalipse, por volta
do ano 96 d.C. A igreja em Éfeso abandonara o
"primeiro amor" (Ap. 2:4); em Pérgamo aceitavam a doutrina
de Balaão (Ap. 2:14); em Tiatira tolerava a chamada profetisa Jezabel
ensinar e seduzir os crentes na prática a imoralidade e a idolatria
(Ap. 2:20); em Sardo reinava o formalismo e dizia-se viva mas estava
morta (Ap. 3:2); em Laodicéia tornara-se morna; repugnante era a
soberba da igreja que considerava-se rica, mas era realmente muito
pobre (Ap. 3:16,17).
É um grande erro
pensar que àquela situação dizia respeito às Igrejas na ásia, mas
as Cartas apresentam não somente um quadro histórico da real situação,
mas principalmente um quadro profético e as advertências servem
igualmente para a Igreja do Senhor em nossos dias.
Os motivos que
ocasionaram o arrefecimento dos dons espirituais na igreja daqueles
dias devem ser evitados hoje pela Igreja que espera a vinda de Nosso
Senhor Jesus Cristo. A manifestação dos dons na
igreja sempre dependeu das suas condições espirituais.
Em certos períodos e em certos lugares os dons têm desaparecido, não
porque Deus os retirasse da igreja e sim por falta de condições
apropriadas para a operação divina. É no ambiente
da pureza, de santidade e de obediência à sã doutrina que o Espírito
Santo realiza a sua obra na distribuição dos dons.
"Sobreveio,
porém, a lei para que a ofensa abundasse; mas, onde o pecado abundou,
superabundou a graça". Romanos 5:20
O
amor de Deus, o qual não procuramos e não merecemos, é tão
amplo e profundo que ultrapassa em muito QUALQUER distância entre
nós! Estar reunido com Ele fisicamente, enquanto ainda alienado
espiritualmente não é a solução pra vida eterna. A distância
física é uma expressão do amor de Deus por nós. Somente
quando o relacionamento for restaurado nos sentiremos totalmente
à vontade em Sua presença!
Deus
Abençoe
Erasmo Nascimento |
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